Cada pessoa da sua empresa autoriza aplicativos com a conta do Google: Slack, Canva, Notion, um complemento do Planilhas, o celular. Esses aplicativos leem Drive, Gmail ou Contatos mesmo depois que a pessoa saiu. O console do Google permite listá-los conta por conta e revogá-los; o que ele não faz é olhar todos juntos, classificar o risco nem avisar quando aparece um novo.
Atualizado em 11 de outubro de 2026 · 7 min de leitura · Mekovault
Quando alguém entra em uma ferramenta com “Continuar com o Google” ou instala um complemento, essa ferramenta pede permissões: às vezes só para saber quem é a pessoa (e-mail e nome), às vezes para ler a agenda, às vezes para ler e escrever em todo o Drive ou em todo o Gmail. A pessoa aceita, e a partir desse momento o aplicativo tem uma chave que continua funcionando mesmo que ela saia da sessão, troque de computador ou deixe a empresa, até alguém revogá-la.
Em uma empresa de 100 pessoas é normal encontrar entre 300 e 600 autorizações ativas. A maioria é inofensiva (entrar no Slack, no Notion, no celular). Umas poucas leem o Drive inteiro ou o Gmail, e ninguém na empresa decidiu que isso estava certo.
| Nível | Que permissão pediu | Exemplos | O que fazer |
|---|---|---|---|
| Baixo | Só “entrar com o Google” (nome, e-mail) | Slack, Notion, Canva, Figma, Zoom | Permitir se é uma ferramenta da empresa; tolerar se é pessoal e não toca em dados |
| Médio | Agenda, Tarefas, Formulários, arquivos próprios do app | Calendly, complementos do Planilhas, apps de anotações | Permitir com responsável; revisar a cada ano |
| Alto | Drive completo, Gmail, Contatos, administração | Assistentes de e-mail, sincronizadores, scripts, apps desconhecidos | Decidir com o gestor; revogar se não se justifica |
Você também pode bloquear um app para toda a empresa em Segurança, Controles de API, mas essa decisão é tomada por um administrador e não deixa rastro do porquê.
A Mekovault revisa todas as contas da empresa uma vez por semana (sábado de madrugada), guarda o inventário de aplicativos por pessoa com o nível de risco e depois só registra as mudanças. Quando aparece um app novo sem política, o gestor direto recebe um aviso com prazo de 5 dias úteis para decidir (permitir, tolerar ou bloquear); se não decidir, há um lembrete, um aviso final e a revogação ao fim do dia. Se a pessoa vincular de novo, é removido de novo e o gestor fica sabendo. E ao desligar uma conta, todos os aplicativos dela são revogados no mesmo passo, o Slack primeiro. Tudo com evidência. É a parte “shadow IT” do offboarding digital, resolvida sem que o RH precise aprender o que é um token.
A pessoa vê na própria conta, em Segurança, 'Apps de terceiros com acesso à conta'. O administrador vê no console, na ficha de cada usuário, em 'Aplicativos conectados', e pode revogá-los. Não existe uma visão de toda a empresa no console; é preciso percorrer usuário por usuário ou usar a API.
As ferramentas que as pessoas usam para trabalhar sem que a empresa tenha aprovado nem saiba que existem. A forma mais comum hoje é um app autorizado com a conta do Google da empresa. Não é má-fé: são pessoas resolvendo o próprio trabalho. O problema é que ninguém decide se esse app pode ler o Drive.
A pessoa deixa de poder usar esse app com a conta do Google até autorizá-lo de novo. Por isso vale a pena avisar antes, dar um prazo e revogar só quando há uma decisão. Se o app é da empresa (o Slack, por exemplo), é marcado como permitido e não se mexe.